Flanco do Paraná
Esta unidade da caravana, compunha-se sómente de dois membros: José Coelho Ferraz e Aretino Pereira Matos. O campo que percorremos é do Rev. Martonho Rickli. Sabemos que o Rev. Martinho aprecia e gosta mesmo de fazer trabalho de caravana, isto é, percorrer os diversos lugares possíveis, distribuindo folhetos, visitando e pregando o evangelho de Cristo. Não pudemos, entretanto, juntamente com esse laborioso e abnegado servo de Deus, fazer intensivo trabalho, visto êle estar passando por um doloroso transe, pois nesse tempo havia perdido a sua querida esposa. Assim mesmo visitámos com êle 3 lugares: Tibagí, onde não há trabalho evangélico; aí fizemos um culto com pregação, o qual foi bem concorrido e tivemos ocasião de distribuir folhetos evangélicos; Reserva e Colonia Dantas, lugares onde além do trabalho de evangelização foram realizados actos pastoraes. O nosso trabalho mais intenso foi em dois lugares: Castro e Piraí. Ficando um caravanista em cada lugar, fazendo trabalhos individuaes. Durante esse tempo fazíamos culto de propaganda todas as noites em casas particulares, sendo que, em Castro, nos últimos dias fomos obrigados a separarnos afim de dois cultos na mesma noite, porque pelo contrário, não venceríamos os convites. Estes cultos eram todos bem concorridos, e atraiam muitas pessoas extranhas. O rev. Martinho, além, de pastor desse campo é diretor do Instituto Cristão. E, por "ipso facto" não vence tanto trabalho e o povo tem desêjo de visitas mais a miude, não só do pastor como de leigos. A impressão que trouxemos do campo foi: O interior do Paraná é uma seára muito extensa, onde o povo espera ansioso a mensagem do evangelho, porém os trabalhadores são poucos. Faz-no lembrar as palavras de Cristo: "Daí-lhes vós de comer". Devemos orar constantemente ao Senhor da seára para que envie mais obreiros, que cheios do Espírito Santo, levem o Evangelho de Jesus, não só ao interior do Paraná, mas a todas as partes do nosso querido Brasil. Não posso encerrar essas notas, sem recordar a hospitalidade bondosa e franca que encontrámos em todos os lugares, fruto dessa alma grande e generosa do povo da "terra dos pinheiros". Deixamos nesta coluna a nossa palavra de gratidão e reconhecimento. Aretino P. Mattos |