- Engeladas as faces,
os cabelos
Brancos, feridos, chegas da jornada
Revés da infância os dias; e ao
revê-los,
Que fundas máguas nalma lacerada!
Paras, Palpas a treva em
tôrno, Os gêlos
Da velhice te cercam. Vês a estrada
Negra, cheia de sombras, povoada
De astros, espectros e de pesadelos...
Tu me amaste e sofreste,
agora os passos
Para meu lado moves. Alma em prantos,
Deixas os ódios do mundano inferno...
Vem! Que enfim gozarás
entre meus braços
Tôda a volúpia, todos os encantos,
Tôda a delícia de repouso eterno!