Tão Longe de Ti...

Tão longe de ti, minha mãe mui querida,
Lembro agora os dias, os tempos de outrora,
Em que junto de ti eu gozava na vida
Suaves carícias que não gozo agora.

Tão longe de ti, ó mãezinha estremecida,
Sozinho, distante, choro em dias de agora,
Pois sofre minh’alma magoada ferida,
Qual ave que expulsa do ninho que adora!

Tão longe de ti, ó arcanjo celeste
Saudoso me lembro dos beijos que deste
Outrora ao meu ser que gostoso e contente

Viveu, mas que agora só vive penando,
Pois longe de ti, num desprêso nefando,
Mãe tortura a minh’alma a saudade ardente!

Sinval C. de Souza

           
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