- Tão longe
de ti, minha mãe mui querida,
Lembro agora os dias, os tempos de
outrora,
Em que junto de ti eu gozava na vida
Suaves carícias que não gozo agora.
Tão longe de
ti, ó mãezinha estremecida,
Sozinho, distante, choro em dias de agora,
Pois sofre minhalma magoada ferida,
Qual ave que expulsa do ninho que adora!
Tão longe de
ti, ó arcanjo celeste
Saudoso me lembro dos beijos que deste
Outrora ao meu ser que gostoso e contente
Viveu, mas que
agora só vive penando,
Pois longe de ti, num desprêso nefando,
Mãe tortura a minhalma a saudade ardente!